Filhos estressados ou pais estressados? Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
Qual o seu caso? Quem estressa quem? Primeiro vou derrubar uma crença: stress é adaptação e é normal a nós seres humanos, o que não é normal é o DISTRESS.
Distress é quando a gente tem dificuldade nessa adaptação e tensiona, gera ansiedade e angústia, inclusive pode começar a repercutir no corpo, com doenças como gastrite, enxaqueca, pressão alta, doenças de pele…
Mas como vou saber se meu filho/a tem distress?
Preste bem atenção aos sintomas como:
- Os sintomas físicos mais frequentes são: náuseas, dores de cabeça e barriga, diarreia, agitação motora, tensão muscular, gagueira, enurese noturna (xixi na cama), ranger de dentes, tique nervoso.
- Os sintomas psicológicos são: agressividade, medo e choro excessivos, pesadelos, ansiedade, insegurança, dificuldades de relacionamento, distúrbios de atenção e concentração, desobediência, irritabilidade, impaciência, mudanças constantes no humor, depressão, desânimo, terror noturno, impaciência, dificuldades escolares, uso de drogas, dentre outros.
Algumas atitudes dos adultos próximos na vida da criança poderão ajudá-la, porém não existe uma receita prevenindo o distress na infância com o intuito de torná-lo um adulto menos vulnerável ao mesmo. Entretanto, alguns comportamentos podem auxiliar a criança a ser mais resistente ao distress.
- Os pais precisam inicialmente cuidar de seu stress, pois servem como modelos para as crianças.
- É útil que não se poupe a criança em demasia; por outro lado, o stress deve ser proporcional ao seu amadurecimento e à sua idade.
- Atitudes positivas e de aceitação podem incentivar a criança a resolver seus problemas, bem como melhorar sua autoestima.
- Há necessidade de entender a criança, não a sobrecarregando com atividades, promovendo o diálogo, procurando ouvir o que ela tem a dizer;
- Evite comparações, cada ser é único.
- Em caso de conflitos conjugais, evite envolver as crianças; no caso de separação, é importante que a criança não se sinta responsável e obrigada a tomar um partido, ela precisa ter a certeza de que, acima de tudo, continuará a ter um pai e uma mãe.
- Estimule a independência, porém compartilhe as experiências e respeite sua etapa de desenvolvimento.
- Nunca substitua presença e carinho por presentes.
- Ofereça bons exemplos, segurança e um clima familiar estável.
- Saiba disciplinar de maneira clara e sistemática, pois limites e regras são fundamentais; e evite gritar, pois demonstra descontrole, falta de autoridade, além de ser um modelo de atitude para a criança.
Agora é só pensar, repensar e aplicar!
Grande abraço!
Isabel